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Bombeiros de Macedo Alvo de Inquérito da ANPC e de Rejeição da Nomeação de Comandante

Revela hoje o Jornal de Notícias (JN) e a Rádio Onda Livre que a Associação Humanitária dos Bombeiros de Voluntários de Macedo de Cavaleiros terá que devolver à Autoridade Nacional de Protecção Civil (ANPC) cerca de 5000 euros relacionados em parte com as despesas extraordinárias do Dispositivo Especial de Combate a Incêndios de 2012, 2013 e 2014.

Uma fonte oficial da ANPC assume ao JN que “o inquérito foi concluído e nele se apurou um conjunto de factos que indiciam a possibilidade de existência de matéria do foro penal, pelo que as conclusões foram remetidas ao Ministério Público para efeito de avaliação e eventual acção”.

No entanto o presidente da Direção, António Batista, já recorreu da decisão por não concordar. Ainda ao JN o presidente assume “que tudo se baseou em estimativas e não têm fundamento”, mas admite que desconhece o que se passou em 2012, por ainda não estar na direcção do corpo de Bombeiros.

A ANPC assume ainda que no decurso do inquérito “foram encontrados outros indicios de irregularidades que motivaram o desencadeamento de outros procedimentos administrativos tendentes a apurar factos e responsabilidades”  mas os mesmos não foram explicados.

Nomeação do Comandante João Venceslau (Joca) Recusada

Apesar das notícias que vieram a público acerca das alegadas irregularidades não mencionarem esta situação foi em simultâneo com a divulgação pública das alegadas irregularidades que foi conhecida também a recusa da nomeação daquele que já havia sido comandante da Corporação, João Venceslau, conhecido por “Joca”.

O BPS sabe que a recusa da nomeação foi fundamentada pela ANPC mas desconhecem-se os motivos dessa recusa. Tentamos contactar o presidente da direcção António Batista na tentativa de esclarecer se a recusa pode estar relacionada com o inquérito da ANPC mas o mesmo não se encontrava nas instalações do Corpo de Bombeiros e sem possibilidade de ser contactado durante esta manhã.

Desde ontem que assistimos na rede social Facebook a reacções do povo Macedense  de alguma revolta acerca do desconhecimento dos motivos que levaram à não aceitação da ANPC para a renomeação do Comandante Joca.

Relembramos que o Comandante Joca foi em Maio do ano passado nomeado segundo CODIS de Bragança mas esteve pouco mais de quatro meses no cargo saindo por alegados motivos pessoais sendo substituído na altura pelo Rómulo Pinto, ex-segundo comandante da Corporação Macedense.

A esta altura o 2º Comandante Luís Fernandes é o comandante em regime de substituição que contactado pelo BPS, recusou-se a comentar esta situação e remeteu explicações para o presidente de direcção António Batista.

Contactamos também o Director Nacional de Bombeiros, Engenheiro Pedro Lopes, que até a hora de lançamento do artigo ainda não nos tinha sido remetida a resposta.

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