Ontem demos conta da notícia que a Associação Humanitária dos Bombeiros de Voluntários de Macedo de Cavaleiros terá que devolver à Autoridade Nacional de Protecção Civil (ANPC) cerca de 5000 euros relacionados em parte com as despesas extraordinárias do Dispositivo Especial de Combate a Incêndios de 2012, 2013 e 2014.
Uma fonte oficial da ANPC assumiu ao JN que “o inquérito foi concluído e nele se apurou um conjunto de factos que indiciam a possibilidade de existência de matéria do foro penal”.
Ao mesmo tempo que tivemos conhecimento desta situação foi também recusada a nomeação de João Venceslau para comandante dos Bombeiros o que revelou alguma revolta popular nas redes sociais.
No entanto, esta manifestação popular estava principalmente a ser fundamentada pela ausência de motivos para esta decisão. O BPS questionou o Director Nacional de Bombeiros, Eng. Pedro Lopes, responsável pelos despachos de homologação a cargos de comando, que nos revelou que “a não homologação da nomeação de João Venceslau como Comandante do Corpo de Bombeiros Voluntários de Macedo de Cavaleiros prendeu-se com a realização do inquérito, por vós já noticiado, que indiciou a existência de irregularidades.”
Como tal o Diretor Nacional de Bombeiros acrescentou ainda que “não podendo garantir-se a absoluta isenção do indigitado, entendemos não haver condições para a homologação da nomeação e disso demos conhecimento ao Senhor Presidente da Direção.”
Actualmente é Luís Fernandes que assume o cargo de Comandante em Regime de Substítuição. O mesmo foi indigitado de Segundo Comandante na passada segunda-feira. O impasse na resolução da nomeação de um comandante está agora nas mãos do presidente da direcção António Batista.

