
O presidente da Liga dos Bombeiros Portugueses, Jaime Marta Soares, disse estar “satisfeito” com o DECIF para este ano, mas voltou a lamentar que não tenham sido ouvidos pela ANPC e outras entidades, antes da divulgação do mesmo.
Jaime Marta Soares confessou que o DECIF 2015 foi bom, o melhor de sempre em recursos humanos e equipamentos, e que, face às altas temperaturas, baixa humidade e ventos atípicos “depois de todas as dificuldades, das situações difíceis ainda conseguimos diminuir em relação à média dos últimos 10 anos cerca de 35% da área ardida, o que nos permite dizer que o dispositivo foi um êxito e funcionou bem”.
O Presidente da LBP salientou que se o DECIF 2016 não for tão bom quanto o passado, pelo menos seja igual em termos de bom funcionamento, mas lamenta que a Autoridade Nacional de Proteção Civil não se tenha reunido com a Liga antes da sua divulgação. Insatisfeito com a tática da ANPC, refere que a Liga representa centenas de bombeiros e que deveria ter contribuído antes de sair para a rua o documento, que só chegou às suas mãos 15 dias antes da divulgação.
O Dispositivo foi ontem apresentado na ANPC numa sessão pública que contou com a presença da ministra da Administração Interna, Constança Urbano de Sousa. Numa época de incêndios que começa a 15 de maio e termina a 15 de outubro, os meios de combate vão estar disponíveis de forma faseada, estando na sua capacidade máxima entre 01 de julho e 30 de setembro, a chamada “fase Charlie”. A época mais crítica em incêndios florestais vai contar com 47 meios aéreos, enquanto nas restantes fases são 34 as aeronaves disponíveis.
No entanto, o DECIF deste ano garante a possibilidade de antecipar em 15 dias a operação dos aviões bombardeios pesados, podendo estas seis aeronaves integrar o dispositivo nos primeiros dias de junho caso seja necessário.
