Domingo: O Dia do Ano com Mais Fogos

Autoridade Nacional de Proteção Civil registou mais de 200 incêndios. Há mais um fogo em Santa Maria da Feira, que deverá prolongar-se pela madrugada

Hoje foi o dia do ano com mais incêndios, tendo-se registado mais de 200 ocorrências, informou a Autoridade Nacional de Proteção Civil (ANPC).

Marco Martins, adjunto de operações nacional da ANPC, disse à agência Lusa que ao início da noite foram dados como controlados os incêndios que afetaram os distritos do Porto, Braga e Viana do Castelo.

Várias corporações do Norte do distrito de Aveiro combatem um incêndio florestal em Canedo, Vale e Vila Maior, no concelho da Feira, onde às 21:30 as operações envolviam 66 bombeiros, 17 viaturas e um meio aéreo.

No mesmo concelho, idêntico número de operacionais combatera ao final da tarde um incêndio no lugar de Lousado, também na freguesia de Canedo, mas por volta das 20:00 já essa zona se encontrava em rescaldo.

“O incêndio que temos em mãos agora também é em Canedo, mas começou [às 18:54] no lugar do Pessegueiro e alastrou a Vale e Vila Maior”, declarou à Lusa fonte do Comando Distrital de Operações de Socorro de Aveiro. “Ainda vai dar trabalho para muito tempo e deve continuar pela madrugada”, afirmou.

Ainda no Norte do distrito de Aveiro, lavrava desde as 20:25 um incêndio na freguesia de S. Pedro de Castelões, no concelho de Vale de Cambra, envolvendo 12 bombeiros e três viaturas. Em Fajões, no município de Oliveira de Azeméis, também cinco homens auxiliados por um veículo combatiam um fogo florestal desde as 21:04.

O dia começou com um incêndio no distrito de Braga, seguindo-se em Coimbra (Portas do Mondego) e Aveiro.

Da parte da tarde, as chamas atingiram os distritos de Castelo Branco e Viseu, bem como Braga, Vila Nova de Gaia e Viana do Castelo.

Os distritos mais afetados pelo fogo foram Porto, Braga e Aveiro. Os mais significativos registaram-se em Viseu, Castelo Branco e Viana do Castelo.

Calor sem aumento da mortalidade em Portugal

O calor não provocou para já um aumento da mortalidade, registando-se nestes dias menos mortos do que os assinalados no ano anterior, mas as autoridades vão reiterar os apelos para a população aplicar e intensificar as medidas de prevenção.

O diretor-geral da Saúde, Francisco George, disse à Lusa que, tal como aconteceu no sábado passado, as recomendações divulgadas parecem estar a ser acatadas pela população, pois não existe para já um aumento de mortalidade ou de hospitalizações devido às altas temperaturas.

De acordo com os dados da vigilância da mortalidade, disponíveis na página da Direção-Geral da Saúde (DGS), no sábado registaram-se 226 mortos por várias causas em Portugal, quando em 2015 tinham sido 249.

Hoje, o sistema já registou 188 mortos (276 no ano passado).

“Não há sinais de aumento da mortalidade, nem sequer nos grandes idosos”, disse Francisco George, anunciando que a DGS vai retomar os avisos à população, nomeadamente através de mensagens difundidas por rádios locais, no sentido desta continuar a adotar e até a intensificar as medidas de prevenção.

“Muitas vezes os problemas [de saúde associados ao calor] não aparecem logo, pelo que é necessário continuarem a ser tomadas medidas”, prosseguiu.

A DGS recomenda a adoção de medidas gerais de prevenção destinadas à população em geral e medidas específicas para pessoas mais vulneráveis aos efeitos do calor, nomeadamente as crianças nos primeiros anos de vida, pessoas com 65 ou mais anos, portadores de doenças crónicas, pessoas que desenvolvem atividade no exterior (expostos ao sol ou ao calor), praticantes de atividade física e pessoas isoladas e em carência económica e social.

As recomendações da DGS vão no sentido da população manter o corpo hidratado e fresco, manter-se protegida do calor, utilizar protetor solar com fator igual ou superior a 30, ter a casa fresca.

As pessoas devem estar especialmente atentas e proteger-se se tiverem algum problema de saúde.

Para segunda-feira, o Instituto Português do Mar e da Atmosfera (IPMA) prevê a “continuação de tempo quente com céu geralmente limpo”.

O vento deverá ser fraco (inferior a 15 quilómetros por hora), soprando moderado (15 a 30 quilómetros por hora), de nordeste nas terras altas do norte e centro até ao início da manhã e de noroeste durante a tarde no litoral oeste.

Fonte: http://www.dn.pt/

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