
A Associação Humanitária de Bombeiros Voluntários da Póvoa de Lanhoso escreveu mais uma página a ouro nos seus 112 anos de vida: a inauguração do Museu. É a 5 de Setembro que os Bombeiros Voluntários da Póvoa de Lanhoso e o Hospital António Lopes åcelebram o seu aniversário. Este ano, o flagelo dos incêndios obrigou ao adiamento das cerimónias, que se realizaram no dia de ontem, dia em que o concelho assinalou os 724 anos da entrega do Foral por D. Dinis.
As cerimónias festivas contaram com a imposição de condecorações e insígnias, a homenagem ao Bombeiro, junto ao seu monumento, assim como a homenagem ao saudoso comandante Luís Pinto da Silva e a inauguração de três novas viaturas.
António Lourenço, que passou recentemente ao quadro de honra da corporação e que durante 23 anos comandou os soldados da paz povoenses, recebeu, da Liga de Bombeiros Portugueses, o crachá de ouro.
Por ocasião da inauguração do Museu dos Bombeiros, o historiador José Abílio Coelho, e director do Museu, deixou quatro palavras aos presentes, que reflectem todo o seu pensamento: Sonho, Amor, Gratidão e Futuro, revelando que pretendem que aquele seja um espaço dinâmico, de portas abertas para receber toda a população, em especial as escolas e os mais jovens.
A recandidatura do padre Luís Peixoto Fernandes à presidência da direcção dos Bombeiros Voluntários da Póvoa de Lanhoso, cujas eleições devem ocorrer no próximo mês de Dezembro, foi uma das novidades dadas a conhecer no decurso da sessão solene.
No seu discurso, o presidente da direcção dos bombeiros agradeceu aos bravos soldados da paz, assim como ao comandante António Lourenço, pelos seus 35 anos de bombeiros, 23 dos quais como comandante; e ao novo comandante António Veloso, “que este Verão teve a sua ‘prova de fogo’, na qual passou com distinção e louvor”.
António Veloso, nomeado comandante dos Bombeiros Voluntários da Póvoa de Lanhoso, a 20 de Julho deste ano, referiu , à margem das cerimónias, que este foi um ano muito difícil. “Sou bombeiro há 27 anos e só me recordo, em 1989, de um ano com tão grande número de ignições. Tivemos, de Julho até hoje, cerca de 300 incêndios, que nos consumiram muito perto de 500 hectares de floresta e cerca de 460 hectares de mato”.
Fonte: http://www.correiodominho.com/ / Autor: Lurdes Marques
