Madeira: ANBP Lamenta Não Ter Sido Informada Dos Testes

A Associação Nacional de Bombeiros Profissionais acaba de emitir um comunicado para dizer que “vê com agrado os testes efectuados na ilha da Madeira para a utilização de meios aéreos no combate aos incêndios florestais, mas lamenta não ter sido informada oficialmente da intenção da realização destes testes, uma vez que tem sido, desde sempre, defensora da sua utilização”.

O assunto foi, de resto, várias vezes abordado pela ANBP que “sempre se bateu, junto dos responsáveis regionais e nacionais pela tutela, pela urgente utilização de aviões e helicópteros de combate a incêndios no território da ilha da Madeira”.

A ANBP lembra que chegou a realizar um estudo que apontava para a viabilidade da realização de operações de combate aos incêndios florestais utilizando meios aéreos.

E diz que “sempre considerou que a inexistência de meios aéreos de combate a incêndios na Madeira foi uma opção política, porque tecnicamente foi sempre possível. ANBP sempre desvalorizou também as razões apresentadas que apontavam para a impossibilidade da sua utilização (orografia da ilha), considerando que o combate aéreo aos incêndios florestais iria permitir o acesso aos focos de incêndio aos quais os bombeiros não chegam”.

“Quanto à falta de água doce (apontada como outro dos aspectos inviáveis), o uso de caldas retardantes sempre foi uma solução apontada pela ANBP”, acrescenta.

E diz que a utilização dos meios aéreos no combate aos incêndios florestais “é uma decisão que perca por tardia, uma vez que sempre foi viável”. “Uma decisão política mais célere e consciente teria evitado tragédias como a que se viveu na ilha da Madeira, no Verão de 2016”, adianta.

“Congratulamo-nos, no entanto, com a postura manifestada pelo Governo, na pessoa da senhora Ministra da Administração Interna, Constança Urbano de Sousa, e pelo senhor Secretário de Estado da Administração Interna, Jorge Gomes, e com a postura do Governo Regional da Madeira, na pessoa do senhor Presidente Miguel Albuquerque, ao tomarem esta decisão, uma vez que os meios aéreos vão trazer mais-valias no combate aos incêndios”, conclui a ANBP.

Fonte: DN

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