Jaime Soares: “Clima Tenso é Responsabilidade do Secretário de Estado”

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As declarações de Jorge Gomes, secretário de estado da administração interna (SEAI), feitas no Parlamento, esta quarta-feira, por ocasião da apresentação do Dispositivo Especial de Combate aos Incêndios Florestais para 2017 tem feito correr muita “tinta” pelos corredores dos quartéis, uma vez que muitos bombeiros se insurgiram contra as palavras proferidas por aquele responsável.

Jaime Marta Soares, presidente do conselho executivo da Liga de Bombeiros Portugueses (LBP) ouvido pelo BPS mostra-se indignado com “este tipo de declarações” e avança sem hesitações, “a LBP condena veementemente as afirmações do SEAI pois não correspondem minimamente à verdade” e prossegue dizendo que aquele responsável “deve retratar-se publicamente perante os bombeiros, afinal representamos 95% da massa humana que está presente num teatro de operações”.

O presidente da LBP vai mais longe e faz questão de deixar bem claro que “exige respeito e que este clima se deve à postura a ANPC e do SEAI”

Questionado pelo BPS acerca do tão falado transporte de bombeiros em comboio, Jaime Soares garante que esta é uma “solução com muitos anos, que foi testada no passado e não funcionou”. No entanto faz questão de salientar que este tipo de decisões só acontece porque não existe “um entendimento próximo” entre as LBP e o executivo governamental. O presidente do conselho executivo acusa o Governo de “não ouvir a LBP” e de “tomar decisões nas costas” desta e dos “bombeiros Portugueses”, pois só assim se justifica que não tenha aceitado a proposta “que ia no sentido dos operacionais viajarem em autocarros, uma vez que iriam directos dos quartéis para os teatros de operações.”

Jaime Soares encerra este tema com uma pergunta: “os GIPS da GNR ou a FEB da ANPC também vão viajar de comboio?”

Acerca dos 1350 € que o SEAI afirmou que os bombeiros iriam ganhar por mês no DECIF 17, Jaime Marta Soares afiança que “ninguém no mundo trabalha trinta dias por mês”. Mais uma vez deixa patente a sua indignação, mesmo no que concerne à circular financeira, apontando o dedo ao Governo de não “aceitar a proposta feita pela LBP” quanto aos valores a pagar aos bombeiros que integrem o dispositivo, pelo que “não podemos aceitar esta circular.”

Este responsável fala em “relações tensas” e “desrespeito institucional e ético” do Governo para com a LBP, “exigindo mais respeito, até porque os bombeiros não são amadores e estão hoje, dotados de altos índices de competência.”

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