Opinião: E Agora Camaradas? Vamos Ganhar Vergonha?

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O jornalismo de investigação tem vindo a ganhar cada vez mais terreno com o passar dos anos. Hoje, este tipo de peças jornalísticas ganha força e vai-se tornando credível e sério, colocando a nu os “podres” que vão proliferando pela sociedade. No caso, os bombeiros foram escrutinados e o resultado (alegadamente!) ficou bem patente no programa televisivo “sexta às 9”. Vejamos!

Pontos de ordem:

  • Bombeiros a pagar (em numerário) combustível para socorrer;
  • Estagiários nas centrais de comunicações;
  • Viaturas acionadas que não se adequam aos sinistros;
  • Barcos e viaturas avariados há meses;
  • Cartões de abastecimento de viaturas retidos;
  • Comandantes com dezanove processos disciplinares e/ou criminais;
  • Material de SGA retido durante anos pelas direções;
  • Corporações sem capacidade de resposta a incêndios urbanos e industriais;
  • Bombeiros (assalariados) a trabalhar 12, 13, 14h seguidas;
  • Milhares de euros em custas judiciais;
  • Desentendimentos graves e constantes entre direções e comandos;
  • Comandantes e bombeiros impedidos de entrar no quartel pela direção;

Frases (pronunciadas por bombeiros) para reflectir:

  • “O 25 de abril não chegou aos bombeiros.”;
  • “Entrei novinho para os bombeiros e perdi uma família.”;
  • “Estou cheio que me tratem como herói, preciso que me tratem com gente.”

Factos:

  • A classe perdeu 10 000 bombeiros em 10 anos;
  • Bombeiros com medo de dar a cara;
  • Fragilidades na capacidade de resposta operacional.

Conclusões:

  • Muitas; quais? A reportagem fala por si e dispensa mais comentários.

Realidade:

  • O poder politico precisa de entender e compreender que o socorro em Portugal possui os seus alicerces pouco consolidados.

Futuro:

  • Avizinha-se perigoso;
  • Situações extremas tendem a dizimar-se;
  • A capacidade de resposta operacional pode vir a entrar em falência humana e material;
  • O socorro caminha para um modelo que não poderá mais, estar fundado nas atuais bases.
  • Configura-se um cenário onde é preciso uma ampla reforma legislativa no sector.

Nota final:

  • O saudoso e eterno Salgueiro Maia, ousou um dia proferir eloquentes palavras e que hoje assentam como uma luva no actual momento que os bombeiros estão a enfrentar: “Meus senhores, como todos sabem, há diversas modalidades de Estado. Os estados socialistas, os estados capitalistas e o estado a que chegámos. (…) ”

Luís Gaspar

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