IF Mação: Presidente da Câmara Volta a Mostrar-se Indignado com a ANPC

Posto de Comando Operacional (PCO) do incêndio em Mação
Publicidade

“Há três dias que estou a dizer que tenho perguntas para fazer”, afirmou Vasco Estrela

Publicidade

O presidente da Câmara de Mação, distrito de Santarém, voltou esta quarta-feira a questionar o posicionamento de meios no incêndio que afeta o concelho que dirige, comparativamente aos meios disponibilizados para os concelhos vizinhos da Sertã e Proença-a-Nova.

Em declarações aos jornalistas, Vasco Estrela disse que a autarquia que dirige está a compilar um conjunto de perguntas para fazer às autoridades “para que possam justificar as razões que levaram a que tivessem sido tomadas algumas decisões relativamente ao posicionamento de meios” de combate ao incêndio.

As chamas que lavram desde domingo eclodiram no concelho da Sertã, distrito de Castelo Branco, e estenderam-se a Proença-a-Nova, no mesmo distrito, e a Mação, no distrito de Santarém.

“Há três dias que estou a dizer que tenho perguntas para fazer. Em Mação arderam 18 mil hectares e nos outros dois concelhos arderam pouco mais de 7 mil ou 8 mil hectares, isto diz bem da tragédia que Mação viveu comparativamente com os outros dois municípios que felizmente conseguiram defender melhor o seu território”, enfatizou Vasco Estrela.

O autarca pretende saber, nomeadamente, que meios estavam “em determinados locais, em determinadas alturas” ou quantas aldeias foram evacuadas noutros locais e no concelho de Mação “para percebermos a violência do incêndio nos vários locais”, frisou.

Questionado sobre uma alegada descoordenação ao nível do comando de operações e bombeiros que não conhecem o terreno, Vasco Estrela disse que essa pergunta terá de ser direcionada ao Comandante Nacional de Operações de Socorro e aos comandantes distritais da Proteção Civil.

“A minha perceção é que realmente há muitos bombeiros que estão espalhados pelo território”, indicou o autarca, explicando que da zona de Cardigos, por onde o incêndio entrou no município, até São José das Matas “são cerca de 50 quilómetros”.

“Obviamente, bombeiros de Lisboa ou do Porto não têm conhecimento deste território, não sei se seria possível ter um bombeiro [local] a acompanhar cada um desses carros, mas a verdade há de estar no meio de tudo aquilo que se diz. Há populações a queixarem-se de aldeias a arder onde não há um único bombeiro, a comunicação social já testemunhou situações dessas, há aqui várias questões contraditórias para refletir para o futuro“, argumentou Vasco Estrela.

In Diario de Noticias

Commentários

Commentários