Bombeiros: Que Se Inicie Uma Profunda Reflexão…

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As bases dos Bombeiros preocupadas!

Alguns dirigentes de Associações Humanitárias de Bombeiros reuniram-se, informalmente, para reflectir sobre o rumo e destino dos Bombeiros de Portugal.

Os Bombeiros Portugueses têm sido, historicamente, remetidos para uma situação em que muito, por parte da tutela, está sempre por resolver e isso está a gerar uma clara preocupação crescente em todo o território nacional.

Os recentes acontecimentos, com os grandes incêndios que estão a assolar o País e que, direta ou indiretamente, envolveram toda a população portuguesa, põem a nu fragilidades, incompetências, demagogias, intenções escondidas, reformas adiadas e, enfim, uma indefinição clara da Instituição Bombeiros de Portugal que, nalguns dos seus aspetos desvalorizamos, mas não escamoteamos. Os Bombeiros sabem as razões porque o povo os fez emergir, sabem e sentem porque são amados e porque tanta confiança inspiram. Não podemos permitir que o impasse, a dúvida, a indefinição e o faz de conta do politicamente correto, com intenções que nem sempre são os da defesa dos legítimos interesses da Protecção e Socorro dos Portugueses, sejam a realidade do atual discurso que molda e condiciona a opinião pública.

Com serenidade e objectividade, desafia-se o colectivo para a promoção de uma reflexão alargada cujo denominador comum são as legítimas aspirações dos actores que exercem a missão da Protecção e Socorro, isto é, os Bombeiros Portugueses.

Pois, a resolução dos problemas da Protecção e Socorro resultam em benefícios para o Estado Central, as Autarquias Locais e os cidadãos. Está em discussão o futuro, dos Bombeiros Portugueses em todas as suas implicações, com todas as suas consequências. O contexto do tempo em que vivemos obriga-nos a assumir, com determinação e garra, o nosso destino.

A ALMA que os que nos antecederam nos legaram e nos torna diferentes, responsabiliza-nos e não nos permite depositar nas mãos dos outros o que a nós compete, tendo presente que a resignação leva à impotência, à passividade, à inercia e ao imobilismo.

Este é o primeiro passo de um caminho que não se mostra condicionado a nenhum poder, a nenhuma tendência, desinteressado de tudo o que não seja o serviço público da Instituição Bombeiros de Portugal e que, germinando nestes fundamentos, poderá, em muito, contribuir para o futuro do que nós, o povo, queremos para a Proteção e Socorro em Portugal.

Inácio Esperança – AHBV de Vila Viçosa
José Miranda – AHBV de Santa Marinha do Zêzere
Lídio Lopes – AHBV de Figueira da Foz
Luís Brandão Coelho – AHBV Valença
Octávio Machado – AHBV de Palmela

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