Entre as iniciativas para juntar verbas está uma caminhada solidária, dia 15 de outubro.
Os bombeiros de Mesão Frio, Vila Real, estão a empenhar esforços para renovar e reforçar a sua frota. Há cerca de dois meses começaram uma campanha de angariação de fundos para trocar um Veículo Rural de Combate a Incêndios com mais de 30 anos. O objetivo é chegar à quantia que chegue que adquirir um carro em segunda mão, mas “se conseguirmos uma verba significativa e a Autoridade Nacional de Proteção Civil nos ajudar, tentaremos comprar um novo”, afiança o comandante Paulo Silva. Faz ainda falta uma cisterna, com capacidade para pelo menos 15 mil litros: “Porque um dos problemas que temos é o abastecimento de viaturas. Com os nossos terrenos desnivelados e sem grandes reservas de água, as viagens para abastecer tornam-se muito demoradas”.
Para a viatura de combate a fogos rurais, os bombeiros precisam de, pelo menos, 15 mil euros. A cisterna poderá envolver custos na ordem dos 12 mil euros, e aqui pode entrar a boa vontade: “Estamos em contacto com algumas empresas, que nos poderão ceder uma de forma gratuita. Depois temos que suportar os custos de transformação, como a acoplação de uma uma moto-bomba, o que seria muito mais suportável”, acrescenta Paulo Silva.
Na ajuda para alcançar os valores necessários, os bombeiros de Mesão Frio contam ainda com uma associação cultural e recreativa local, a Génese da Aventura, que no próximo dia 15 de outubro promove uma caminhada solidária, em Alto Douro Vinhateiro, e cuja joia de inscrição reverte inteiramente para esta causa. Esta é uma parceira que tem vindo a manter-se: “Colaboram muito connosco, e, muitas vezes, no final das atividades, angariam alguns fundos e presenteiam-nos com algum material”, conta o comandante. As inscrições podem ser feitas com esta associação ou com o corpo de bombeiros de Mesão Frio
Veículo Urbano de Combate a Incêndios no topo das preocupações
Além desta necessidade, de permutar veículos antigos e otimizar a autonomia no teatro de operações, Paulo Silva só lamente que sejam “das únicas corporações do país” que não disponham de um carro de combate a incêndios urbanos: “Já aconteceu irmos apagar um fogo desta natureza com carros pequenos e vocacionados para monte. No ano passado, tentaram recorrer aos apoios disponibilizados pelo Governo, mas, explica o comandante de Mesão, foram mais tarde informados que só iriam ser contemplados os veículos de combate a incêndios florestais: “Deveriam olhar às necessidades corporação a corporação, e não agir desta forma”, lamenta. E afirma: “Somos uma zona vitivinícola, com armazéns de vinho e uma cooperativa. Se um dia acontece alguma coisas nesses locais, não temos como socorrer. Teremos que chamar os ‘vizinhos’, que no mínimo estão a meia hora de distância. E isto contando que estejam disponíveis”.
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