A “Gente”, os Incêndios Florestais e a Incompetência

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Porra pá!

Portugal está outra vez, literalmente arder. Mas que “gente”(1) é esta que não consegue colocar termo a isto?

Ano após ano parece que os erros não servem para emendar coisíssima nenhuma, fechando-se os olhos ao que aconteceu no ano anterior para justificar que tudo permaneça igual.

Há anos que esta “gente” já deveria ter percebido algumas coisas de relevo, nomeadamente que esta treta das épocas altas (especiais; criticas, charlies ou o que lhe quiserem chamar…) não passa de uma baboseira programada, planificada e “estudada” (por “gente” credível claro está!).

Um conceito actual há 15/20 anos atrás, hoje é obsoleto, desajustado, ultrapassado e tremendamente perigoso em que esta “gente” teima em apostar de forma sistemática. 

Os incendios florestais há muito que não se limitam ao julho, agosto e setembro. Quem está verdadeiramente por dentro dos bombeiros, sabe de antemão que os incêndios florestais de grande violência e de fenómenos extremos, deixaram há anos de ser um exclusivo da fase charlie; pelos vistos, esta “gente” não sabe!

De uma vez por todas, entre outras medidas estruturais, urge reforçar e alargar a capacidade operacional dos corpos de bombeiros (no âmbito do DECIF) para além do julho, agosto e setembro.

Disse-o aqui, no BPS, antes do verão começar (veja aqui) e reforço-o agora: como estamos de meios nos quartéis fora da fase charlie? Mal, lamentavelmente, muito mal. Não é necessário continuar a enterrar a cabeça na areia, como se não existisse um problema; ele existe e é muito sério.

Porra pá! Mas esta “gente” não tem olhos na cara para perceber que parte das vagas de incêndios surgem fora daquela época especialíssima? Será que não entendem que as ondas de calor cada vez se estendem mais no tempo e para fora dessa super época?

É porque é o incendiário, é pirómano, é porque foi do lado esquerdo, porque foi do lado direito, porque foi de noite, porque foi de dia, porque havia muitos incêndios, porque o avião não tinha autonomia… porque, porque, porque… Porra pá!

Não sejam falsos, deixem-se dessa conversa nojenta. As desculpas são mais do que muitas e surgem porque a primeira estratégia falhou; uma estratégia assente na sorte, na fé (protegidos pela Nossa Senhora de Fátima) e na ousadia de que o tempo ajudará a que não haja nada. Mas o tempo tem, ao longo dos anos, provado o contrário.

Por isso “gente” tomem atitudes, reforçando a capacidade operacional dos bombeiros, caso contrario Pedrogão e outros podem repetir-se!

Disse,

Luís Gaspar

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(1)

gente (latim gensgentisconjunto de pessoas com o mesmo nomeraçafamília)
substantivo feminino

1. Conjunto indeterminado de pessoas.
2. Conjunto dos habitantes de um territóriopaís. = POPULAÇÃOPOVO
3. Género humano. = HUMANIDADE
4. Alguma ou algumas pessoas (em oposição a ninguém).
5. Grupo de pessoas com afinidades ou interesses comuns.
6. Grupo de homens armados. = BANDO
7. Índole das pessoas.
8. Ser humano. = PESSOA
9. Os membros de uma família.
In Dicionário Priberam da Língua Portuguesa, 2008-2013, https://www.priberam.pt/dlpo/gente .

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