Rede Alternativa ao SIRESP só Funciona Entre Bombeiros e Proteção Civil e à Vez

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A rede que sempre foi referida como alternativa ao SIRESP também tem fragilidades. Desde logo só permite que fale uma pessoa de cada vez, assume a Proteção Civil em resposta ao Governo.

Foi apresentada pela Autoridade Nacional Proteção Civil (ANPC) como alternativa ao Sistema integrado das redes de emergência e segurança de Portugal (SIRESP), mas afinal também tem fragilidades. A Rede Operacional dos Bombeiros (ROB) atrasa comunicações e não pode ser usada por todas as entidades necessárias.

As fragilidades da ROB são denunciadas pela Proteção Civil num documento que responde a perguntas feitas pelo primeiro-ministro, por via da ministra da Administração Interna, que é público desde agosto e sobre o qual o Jornal de Notícias escreve (edição para assinantes) esta segunda-feira.

“O ROB é uma rede analógica e como tal só permite uma conversação de cada vez, isto é, quando um operacional está em conversação, os outros só podem comunicar quando cessar a primeira conversação”, explicou a ANPC nesse documento, acrescentando que “este fator, num teatro de operações complexo, com muitas necessidades de transmissão de informação/ conversação e grande número de operacionais, condiciona e necessariamente atrasa a comunicação e transmissão de informação, sendo necessárias várias tentativas e/ ou momentos de espera para se conseguir entrar numa qualquer conversação“.

Ao JN, a mesma autoridade garantiu que a manutenção desta rede de 1982 é sempre feita mas que “por se tratar de uma rede analógica não permite a interligação entre outras entidades que não apenas os corpos de bombeiros e a estrutura operacional da ANPC“. Assim sendo, a GNR e o INEM, por exemplo, ficam excluídos destas comunicações.

Esta notícia chega na semana em que o relatório da Comissão Técnica Independente de análise aos incêndios na região Centro, em junho, deverá ser entregue no Parlamento. Segundo o deputado Duarte Pacheco, porta-voz da conferência de líderes, a informação do presidente da Assembleia da República Ferro Rodrigues é que, “em princípio”, o relatório será entregue a 12 de outubro.

Fonte: http://observador.pt/

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