Bombeiros Recusam Fazer Transporte de Água para Viseu por Terem de Pagar do Próprio Bolso

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Várias corporações de bombeiros estão a recusar-se em participar na megaoperação de transporte de água para a barragem de Fagilde, que abastece a cidade de Viseu. Em causa está o atraso das verbas disponibilizadas pelo Estado, que estão a obrigar os bombeiros a ter de adiantar dinheiro do próprio bolso a maior operação de abastecimento de água a decorrer no país.

As operações de transporte de água estão a decorrer há mais de uma semana, para minimizar os efeitos da seca que está a atingir fortemente os concelhos de Mangualde, Nelas, Penalva do Castelo e Viseu. No entanto, os bombeiros dão conta de que, sem a ajuda estatal, as operações podem ficar comprometidas.

“Estamos neste momento a transportar a água para fazer o socorro conveniente às populações, mas estamos a fazê-lo subsidiando o próprio Estado. Ou seja, até agora não recebemos qualquer tostão este tipo de transporte”, afirma à SIC José Albuquerque, presidente dos bombeiros de Penalva do Castelo.

A situação é ainda mais grave, tendo em conta que as empresas privadas chegam a cobrar 700 euros por camião prestarem o mesmo auxílio que os bombeiros no abastecimento de água à região. Cada bombeiro recebe cerca de 45 euros por dia, mais um subsídio para pagamento das deslocações que as viaturas dos bombeiros têm de fazer.

José Albuquerque dá conta de que há viaturas que chegam a fazer cerca de 500 quilómetros por dia, sendo que muitas delas anteriormente não chegavam a fazer isso num ano de serviço. A megaoperação de transporte de água em camiões-cisterna da barragem da Aguieira para a de Fagilde custa por dia 40 mil euros.

Fonte: jornaleconomico|joana almeida

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