Bombeiros Ajudaram Equipas de Apoio Domiciliário a Chegar às Aldeias com Neve

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A cidade de Bragança acordou esta terça-feira como já não acordava há anos: cheia de neve. Apesar da intensidade com que caiu entre as 8 e as 11 da manhã, as escolas da cidade abriram. A da vila de Izeda e outras em cinco aldeias não funcionaram porque os professores ou auxiliares não conseguira lá chegar.

Houve constrangimentos na Autoestrada Transmontana e nas nacionais que passam na serra da Nogueira. Foi precisamente nas aldeias da serra de Nogueira e de Montesinho que a neve condicionou mais as populações. A distribuição de refeições e higiene ao domicílio, feitas por várias instituições, hoje, só foi possível com a ajuda de jipes e carrinhas 4×4 dos bombeiros.

Logo pela manhã, a maior parte das equipas da Santa Casa da Misericórdia de Bragança, que fazem serviços de higiene em casa de muitos utentes em várias aldeias do concelho, não conseguiram trabalhar. “Fomos a Baçal mas já não conseguimos chegar à aldeia de França. Tanto para nós como para as colegas de serviço foi impossível chegar a algumas aldeias”.

Quem o diz é Elsa Bornes, funcionária do apoio domiciliário da Misericórdia de Bragança. Acrescenta que mesmo mais perto do meio-dia, quando saíram para levar os almoços, tiveram que recorrer aos bombeiros. “Fomos para mais sítios mas com a ajuda dos bombeiros senão não conseguíamos chegar a essas aldeias, como Portela, Donai ou Oleiros. Já não é a primeira vez que a proteção civil (bombeiros) nos ajuda”.

E assim foi durante todo o final da manhã. Àqueles lugares onde foi impossível chegar já estavam lá as pessoas à espera, e “outras vieram ao nosso encontro porque era impossível chegar a alguns domicílios”, salienta Elsa Bornes.

E a TSF acompanhou a última entrega do dia mais tarde um pedacinho que o habitual. Roque Moura de 70 anos já estava à espera à entrada da quinta, onde mora sozinho, junto à aldeia de Vila Nova em pleno Parque Natural de Montesinho.

“Temos que as desculpar porque são estas coisas, é a neve. Antigamente era pior. Ninguém conseguia chegar ou sair daqui”. Acrescenta que “hoje com os limpa-neves e com os 4×4 é tudo mais fácil. Nunca me faltaram com a comida, mesmo com neve. Quando está assim o tempo fico em casa à lareira”, diz o utente da Misericórdia.

Carlos Costa foi o condutor da manhã desta equipa da Santa Casa. Diz que se assim não fosse era impossível chegar às populações. “Se não fosse com o jipe era impossível chegar a muitos sítios que estavam cheios de neve e gelo”.

Por causa de todos os cuidados e contratempos que a neve provoca, a equipa da Santa Casa de Bragança e o bombeiro chegaram cerca de hora e meia depois do tempo habitual de um dia normal, à Misericórdia. Elsa Bornes diz com satisfação que o importante “foi mesmo chegar” e com a satisfação do dever cumprido.

Fonte: TSF|Afonso de Sousa

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