Federação de Castelo Branco Apoia Comandante de Pedrogão

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Moção de apoio e solidariedade aprovada por unanimidade em assembleia geral… A Federação dos Bombeiros do Distrito de Castelo Branco manifestou hoje, 1 de fevereiro, o seu apoio e solidariedade para com o Comandante dos Bombeiros Voluntários de Pedrógão Grande, Augusto Arnauth, constituído arguido no âmbito dos incêndios florestais de 17 de junho de 2017.

A federação entregou hoje em Pedrógão Grande, em mãos, uma moção de apoio e de solidariedade aprovada ontem por unanimidade em assembleia geral. A entrega aconteceu pela mão de uma delegação encabeçada pelo presidente da Federação dos Bombeiros de Castelo Branco, o Comandante dos voluntários albicastrenses, José Neves, para quem esta situação “é um atentado contra o bom nome dos bombeiros e uma situação nunca vista até hoje”, disse, ciente de que “o problema dos incêndios não está no combate, está antes”, onde “muita coisa correu mal” por responsabilidade do “Estado”, dos proprietários que não fazem a limpeza ou porque “as estradas continuam cheias de mato”, atestou.

José Neves confessou ainda que “nos sentimos incomodados pelo facto de um camarada nosso estar a ser julgado com a acusação que tem”, acreditando também que a moção personifica todos os bombeiros que combateram nos incêndios de 2017, num “esforço inglório, muitas vezes porque lutamos contra um fenómeno da natureza”, descreveu, reforçando ainda a ideia de que há comandantes a pensar duas vezes se vão continuar nos cargos que ocupam, sendo que no futuro esta decisão será ainda mais ponderada, avançou.

Os bombeiros do distrito albicastrense decidiram ainda disponibilizar os meios da Federação ao comandante Augusto Arnauth “para o que for necessário”. Adiantam igualmente que vão estar presentes nas audiências públicas que vão decorrer nos tribunais com comitivas de elementos de comando dos corpos de bombeiros do distrito de Castelo Branco “como sinal de solidariedade” para com o comandante dos Bombeiros de Pedrógão Grande.

Augusto Arnauth confessou que foi gratificante a solidariedade que recebeu da federação e adiantou que, a seu tempo, irá falar de todo o processo. Sentindo-se “tranquilo” e garantindo que “vou até ao fim”, reforçando que, a partir de agora, quem assume uma estrutura de comando, se calhar, “já pensa duas vezes” e que aqueles que estão no comando das respetivas corporações de bombeiros “vão ponderar muito bem antes de assumirem funções”. “Não estamos aqui para termos a culpa de tudo. Até chegar a nós há toda uma sociedade envolvente”, disse, lembrando que existe uma Proteção Civil com muitos elementos. “Toda a comunidade pertence à Proteção Civil”, rematou.

O comandante Arnauth é bombeiro ha 32 anos tendo nos últimos 16 desempenhado funções de comando e, como pode ler-se no documento que lhe foi entregue, a sua competência, já demonstrada nos diferentes teatros de operações, “só num ano atípico como foi o de 2017 levou a que não tivesse sido humanamente possível combater com o êxito desejável um incêndio florestal de tão grandes dimensões e complexidade”.

A moção de apoio e solidariedade foi igualmente enviada ao Presidente da República, à Liga dos Bombeiros Portugueses, ao ministro da Administração Interna, ao secretário de Estado da Proteção Civil, ao presidente da Autoridade Nacional de Proteção Civil, ao Comandante Operacional Distrital (Codis) de Leiria, ao Codis de Castelo Branco e à Federação dos Bombeiros do Distrito de Leiria.

In Radio Condestavel

Foto: Sabado

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