CDOS de Bragança: Mês da Protecção Civil

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“Planear e Treinar para melhor Socorrer” é o tema escolhido pelo Comando de Operações e Socorro do Distrito de Bragança, que ao longo deste março volta a assinalar o Mês da Proteção Civil.

Cada um dos 12 concelho do distrito recebe um simulacro de uma situação que podia acontecer: “Procuramos ter representados riscos transversais à região, adaptados às realidade local”, explica João Noel Afonso, Comandante de Operações de Socorro de Bragança.

Destas ações fazem parte várias entidades, e contam com a participação das 15 corporações de bombeiros da região: “É uma oportunidade de todos os agentes locais puderem participar, como a GNR e a PSP, os serviços municipais e, em alguns casos, até instituições, como lares. É uma forma de promover a articulação entre todas estas entidades”. E não são o único público-alvo: “Tem uma dupla função: primeiro exercitar as forças e promover a interação. E depois sensibilizar a população, que se junta sempre para assistir às operações”, acrescenta Noel Afonso.

No seguimento de um ano trágico no que a incêndios florestais diz respeito, com a perda de mais de uma centena de vidas, cabe reforçar a prevenção. Vai ensinar-se como agir numa situação tão extrema, da maneira mais realista possível: “Escolhemos uma das aldeias – Aboá, Vinhais que mais nos preocupou no verão, porque numa situação destas ficaria em risco. Queremos simular um incêndio com fogo real, até porque é uma forma de queimar a vegetação em volta e criar uma faixa de proteção”. Este simulacro deve acontecer dia 17 de março, se as condições climatéricas o permitirem. A população vai ser previamente esclarecida e instruída a saber o que fazer se, por exemplo, tiver que evacuação a povoação.

A encerrar as ações, está um mega simulacro (dia 24 de março), que vai decorrer na autoestrada transmontana, junto ao nó do Franco (perto de Mirandela): “A A4 é a via do distrito que mais trânsito tem. É uma porta de entrada da Europa, onde têm cada vez vindo a circular mais veículos pesados. Numa tivemos uma ocorrência de grande envergadura, e queremos precaver-nos. Além disso, queremos testar o Plano Prévio de Intervenção que elaboramos, e que nunca testamos em modo real”, adianta Noel Afonso. Aqui estão chamados a intervir todos os agentes.

As ações da Proteção Civil começaram no primeiro dia do mês com o socorro a um acidente ferroviário na cidade de Mirandela, na antiga linha do Tua. Em Freixo de Espada à Cinta testou-se a atuação em caso de um acidente com uma máquina agrícola – só este ano, os tratores já mataram duas pessoas no distrito de Bragança. Sexta-feira, em Carrazeda de Ansiães, apaga-se um incêndio industrial. Em Sendim, Miranda do Douro, o cenário escolhido também é de incêndio, mas numa unidade hoteleira, a 12 de março. Em Bragança, dia 14, coloca-se à prova a resposta a um incêndio num parque de estacionamento num parque subterrâneo. No dia seguinte, a sensibilização chega aos mais novos, em Vila Flor, onde é a escola secundária a acolher o simulacro, de um incêndio no edifício. Torre de Moncorvo, à beira do rio Sabor, vai testar um acidente aquático. Alfândega da Fé (dia 19) e Vimioso (dia 21), afastados geograficamente, unidos na prevenção em incêndios em lares de idosos. Para Macedo de Cavaleiros (dia 22) o risco escolhido é rodoviário, com o IP2 aos pés. Em Mogadouro, dia 20, e em Macedo de Cavaleiros (dia 22) o risco escolhido é rodoviário. O primeiro no IC5, o segundo no IP2, onde os respetivos Plano Prévio de Intervenção também vão ser experimentados no terreno.

Tânia Rei
Foto: Municipio de Freixo de Espada à Cinta

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