ANPC Aumenta a Dívida Com as Corporações de Bombeiros

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A Autoridade Nacional de Proteção Civil (ANPC) não tem sido boa pagadora das suas dívidas com as Associações Humanitárias de Bombeiros.

Algumas das despesas dos incêndios 2017, devidamente fundamentadas e de acordo com as diretivas financeiras para os incêndios florestais ainda se encontram por liquidar. Estas dívidas estão relacionadas com as despesas extraordinárias contraídas pelas corporações para dar resposta aos incêndios florestais, havendo já muitas associações em dificuldades por terem que adiantar o dinheiro aos fornecedores de serviços para manter a sua imagem local e a sua capacidade de fornecimento.

Depois de um sem fim de desculpas e maus esclarecimentos desta vez foi também a transferência mensal do duodécimo pago pela ANPC que ficou “pendurado”. Uma verba mensal que normalmente não regista qualquer atraso e que põe em causa a normal gestão de tesouraria das corporações, quando muitas já adiantaram os vencimentos dos seus funcionários.

Esta verba é destinada ao financiamento das atividades de socorro havendo um decreto-lei que define as regras em que é feito este financiamento.

Num ano em que o Estado Português publicita ser tão bom pagador para com os seus compromissos nacionais e internacionais, os Bombeiros Portugueses têm sentido um total abandono por parte do governo em questões simples que tem demorado meses a resolver, criando grandes impactos não só na gestão das associações humanitárias mas também daqueles que necessitam destas verbas para receber os seus vencimentos e fazer face ao seu orçamento familiar.

Instituições como o INEM tiveram também há bem pouco tempo com dívidas acumuladas de vários meses tendo entretanto praticamente regularizado os seus compromissos.

Relembramos que na sua grande maioria o trabalho das Associações Humanitárias de Bombeiros (AHB) é feito com instituições do estado que muitas vezes falham repetidamente com as suas obrigações financeiras e compromissos assumidos, colocando em causa o funcionamento das AHB e as suas atividades, principalmente no transporte de doentes não urgentes.

Bombeiros Revoltados

É fácil detetar o descontentamento com as políticas do Governo nas redes sociais, onde os Bombeiros queixam-se de ter sido abandonados pelo Governo.

Este ano 2018 o governo fez já aumentos de efetivo na GNR para os incêndios florestais relembrando estes mesmos bombeiros que o socorro é 365 dias por ano e não apenas na fase crítica dos incêndios.

Os Bombeiros não conseguem compreender como é que o Governo deixa de investir nas corporações de Bombeiros não fazendo qualquer aquisição de equipamento para os mesmos e tem alegadamente feito investimentos record na força dos GIPS da GNR.

A continuar assim o crescente descontentamento destes operacionais poderá levar a LBP a ter que agir.

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