COMUNICADO: ANBP/SNBP concordam com a criação da Unidade de Missão

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A Associação Nacional de Bombeiros Profissionais e o Sindicato Nacional de Bombeiros Profissionais concordam com a recomendação da comissão técnica para a criação de  uma unidade de missão para reorganizar os corpos de bombeiros, defende uma maior profissionalização dos bombeiros e do comando,e uma aposta musculada na vertente do combate.

A comissão técnica independente que analisou os incêndios de Outubro de 2017 entregou ontem o relatório na Assembleia da República. No documento, recomenda a criação de uma Unidade de Missão com o objectivo de reorganizar os corpos de bombeiros, tendo em conta a possibilidade de se agravarem as vulnerabilidades já existentes. Segundo a comissão técnica, esta missão deveria redefinir a “quadrícula de meios de socorro e sua distribuição no território do continente” e “caracterização das atribuições de comando operacional em operações de protecção civil, a nível nacional, distrital e municipal”.

A este propósito, ANBP/SNBP defendem que esta unidade de missão deverá promover uma maior profissionalização para o sector, no geral, e para os bombeiros em particular (com uma maior aposta na Força Especial de Bombeiros, a par dos bombeiros profissionais das Associações Humanitárias, municipais e sapadores) e uma maior mobilização dos meios, e uma maior interligação da prevenção com o combate. O investimento deverá ser feito nas duas vertentes, em paralelo, para que se possam evitar tragédias como as verificadas Junho e Outubro de 2017, no território nacional.

ANBP/SNBP consideram que, não descurando a prevenção, o combate deve ser reestruturado e a sua importância relevada, para que o combate possa contornar as falhas evidenciadas na prevenção. Neste sentido, o Estado deve garantir meios aéreos próprios ou o seu aluguer atempadamente, bem como assegurar a sua operacionalidade durante todo o ano, sem o “espartilhamento” das fases em que nos dias de hoje se organiza o Dispositivo Especial de Combate a Incêndios.

ANBP/SNBP não prescindem de ser ouvidos sobre estas matérias como legítimos representantes dos bombeiros profissionais e como legítimos representantes do sector.

 

 

 

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