Opinião: O SIRESP-GL e as Novas Tecnologias

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Optamos por ficar na idade da pedra é o que vos digo.

Continuamos a ter que gerir as ocorrências com papel, caneta, esquadro e quase que giz e quadro de ardósia tudo porque ainda não entenderam a importância e o papel das novas tecnologias no apoio à decisão de quem está a comandar grandes ocorrências.

Acho piada quando vou aos Açores e vejo telemedicina nas ambulâncias já há vários anos e penso: “Isto também é Portugal, certo?”

Numa década onde estão americanos sentados nos EUA a pilotar drones que combatem o terrorismo no outro lado do mundo, onde as imagens de satélite em tempo real permitem fazer reconhecimento de alvos entre outras tantas tecnologias ligadas ao setor da “guerra” os Bombeiros, principalmente os Portugueses, continua-lhes a ser vedado o acesso às novas tecnologias, ao apoio à decisão com cartografia digital, imagens de satélite em tempo real com reconhecimento de pontos quentes e riscos, acesso a informação sobre o reconhecimento antecipado de pontos críticos, pontos de água, etc.. num trabalho muitas vezes já feito por Gabinetes Técnico Florestais e por Serviços Municipais de Proteção Civil.

Georreferenciação em ambulâncias de transporte de doentes é já algo ao dispor de comandos e direções dado que as instituições dão passos nesse sentido por si próprias por forma a rentabilizar recursos e criar rentabilidade extra, mas então e o socorro?

SIRESP-GL? Com ordem de quem? Não estou a perceber. Então georreferenciam os veículos das Associações Humanitárias de Bombeiros sem autorização por escrito de comandos e direções e não entregam a essas mesmas instituições o acesso a informação? Será isto assim tão legal? STATUS de veículos via SIRESP onde está? Interligação entre ferramentas opensource por forma a criar SITAC dinâmico? Não importa partilhar a informação da localização dos veículos presentes nos teatros de operações a quem está a comandar? Será assim um passo tecnológico tão grande que só a ANPC pode ter acesso? Dez anos de SIRESP e ainda não conseguimos dar este simples passo?

Continuem a trabalhar em ardósias e em cartas militares de 1996 que isso é que é a última tecnologia!

Desculpem lá o desabafo, tenho dito,

Ricardo Correia – Presidente da Direção da ABPS

ricardo@bps.com.pt

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