Congresso Nacional de Bombeiros Profissionais Juntou Bombeiros Profissionais de Todo o País

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Mais de uma centena de bombeiros profissionais passaram pelo auditório da Associação Humanitária dos Bombeiros Voluntários do Dafundo, Oeiras, para assistir, durante dois dias, ao Congresso Nacional de Bombeiros Profissionais, organizado pela Associação Nacional de Bombeiros Profissionais.
O debate sobre a actual situação da carreira de bombeiro abriu a participação a todos os presentes neste evento, cujas conclusões foram enunciadas pelo presidente da ANBP, Fernando Curto, na presença do Secretário de Estado da Protecção Civil, Artur Neves.

“Urge desenvolver, cada vez mais quer na prática quer na teoria, uma melhor Prevenção e Segurança que passa por um incremento na operacionalidade, na qualificação dos bombeiros e quantificação dos seus quadros.

Melhorar a gestão dos recursos humanos e ambientais, a plena integração em tecnologias de comunicação, modernização dos meios de informação, introdução de “ferramentas informáticas”, quer na área técnica quer nas áreas práticas e incentivar a formação indispensável ao desenvolvimento dos novos quadros de Chefia e Comando dos bombeiros portugueses.

Necessitamos de mais e melhor Formação Profissional que tenha como principais destinatários os bombeiros profissionais.

«Temos de ser bons a combater incêndios florestais, mas também temos de reduzir o risco». Esta frase que não é minha, mas sim do investigador canadiano Kelvin Hirsch, especialista em fogos florestais e um dos responsáveis pelo programa Fire Smart, retracta bem o que temos vindo a dizer ao longo dos anos. De facto, a ANBP tem pautado toda a sua actividade em função desta máxima.
Os bombeiros profissionais e os bombeiros em geral têm que estar atentos e preparados num desenvolvimento acelerado de novas tecnologias, novos equipamentos e novos agentes extintores que trazem consigo novas exigências às quais os bombeiros não podem ficar alheios.

Continuamos a desejar afirmar-nos pela positiva e é isso que continuaremos a fazer. Temos subido a escada da nossa persistência e dos valores que são a nossa mais valia técnica e formativa, degrau a degrau.

CARREIRA: os bombeiros profissionais (sapadores, municipais, profissionais das Associações Humanitárias Bombeiros Voluntários e, FEB- Força Especial de Bombeiros- estão à espera há dez anos por uma carreira profissional.

APOSENTAÇÃO: recordo que a idade média dos bombeiros profissionais é de 45/50 anos. É URGENTE rever a percentagem para a aposentação e lamentamos que as Câmaras Municipais não reivindiquem junto do Governo esta situação uma vez que está em causa a operacionalidade.

CARGOS DE COMANDO- a ANBP lutou e continuará a lutar para que os bombeiros profissionais e nomeadamente os bombeiros sapadores possam ter no Comando Bombeiros de Carreira.

Não aceitamos que “todos” nos possam comandar menos nós próprios que somos hierarquicamente organizados, temos carreira, e somos nós quem responde a todas as ocorrências independentemente da sua natureza.

Exigimos uma carreira que nos valorize e que valorize os bombeiros profissionais.

EIP”s: temos dúvidas em relação á legalidade da criação destas equipas nos municípios que possuem bombeiros profissionais, sapadores e municipais.

As Câmaras deveriam reivindicar apoio para os seus Corpos de Bombeiros e não criar as EIP”s nos moldes que estão a ser criadas.

O Governo está e bem a acabar com os trabalhadores precários e nós somos testemunhas desse trabalho que se está a realizar.
Porém queria aqui referir

DECIR: a ANBP enviou a pedido do MAI propostas com vista ao engrandecimento da directiva do DECIR. Mas nenhuma delas foi tida em conta. E torna-se mais grave uma vez que são propostas que TODOS os decisores políticos reconhecem devem ser executadas.

RELATÓRIOS: a ANBP acompanha a conclusão do Relatório de Outubro assim como todos os relatórios que forem produzidos.

Acompanhamos a sugestão para que seja criada uma Unidade de Missão para o Combate.

Nesta matéria apenas desejamos que os bombeiros sejam ouvidos e claro que essa Unidade de Missão reveja toda a política de combate e a necessidade de mudar o paradigma com vista a melhorar a intervenção dos agentes do socorro e nomeadamente os bombeiros portugueses.

Acerca dos Relatórios Publicados recordo, e referi a semana que passou na Comissão de Assuntos Constitucionais, Direitos, Liberdades e Garantias da Assembleia da República, que concordamos não só com o trabalho produzido como as conclusões apuradas.

A ANBP, nos últimos 10 anos, entregou a todos os Governos e também a todos os Grupos Parlamentares com representação na Assembleia da República dossiers onde constam mais de 80% das conclusões apuradas em todos os Relatórios após as catástrofes do ano passado.

Desejamos que, desta vez, o Governo tenha em conta as conclusões contidas nesses relatórios e se tal se verificar, como desejamos, teremos muitos dos problemas dos bombeiros e protecção civil solucionados”.

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