Opinião: GIPS da GNR, Treinados, Disciplinados e Credíveis

Créditos: GNR
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Tenho tido a oportunidade e o privilégio de acompanhar relativamente de perto a preparação e o treino do Grupo de Intervenção Protecção e Socorro da Guarda Nacional Republicana.

Tenho de igual forma, a convicção que a Tutela (leia-se Governo) apostou grande parte dos seus “créditos” nesta força em detrimento de outras, como a Força Especial de Bombeiros ou mesmo as corporações de bombeiros.

Isto leva a que por vezes, se caia na tentação da crítica barata, fútil, invejosa e falsa. Tudo o que, os bombeiros em geral não precisam. Não faz sentido apontar a artilharia para este grupo, quando a montante, não fomos capazes de reivindicar, lutar e “bater o pé”.

O GIPS/GNR gostemos ou não,  são uma força altamente treinada (física, psicológica e tecnicamente), altamente disciplinada, credível e de uma coesão ímpar.

Alegar “mundos e fundos” contra esta força, acusando-a de falta de experiência, de técnica, de conhecimentos e até de cursos tirados à distância, trata-se de uma falácia tremenda assente em pilares movediços, da qual não nos podemos orgulhar.

Não estou com isto, a querer denegrir o trabalho desenvolvido pelos bombeiros. Não, longe disso. Importa no entanto, repor justiça, e não estarmos constantemente a tentar enlamear uma estrutura que tem tido um papel preponderante no combate aos incêndios, e até na protecção e socorro das populações como na Serra da Estrela, tal como os bombeiros também tem tido.

Sei, que existem postos da GNR desguarnecidos de militares. Sei, que na sua génese, estamos perante uma força policial e não de protecção e socorro. Sei, que os sucessivos cargos de António Costa tem apostado “tudo” no GIPS/GNR. Mas também sei, que estes militares não tem culpa disso, cumprem ordens e ao que sabe, com rigor, disciplina, treino e eficácia.

Não gostamos? Certo, estamos no nosso direito! Mas a culpa do “estado a que chegamos” (fazendo referência ao saudoso Salgueiro Maia) é nossa, só nossa e apenas nossa.

Vamos reflectir, chega de assacar responsabilidades aos outros.

Luís Gaspar

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