ANBP/SNBP Pedem Reunião Urgente ao Ministro na Administração Interna

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A direcção nacional da Associação Nacional de Bombeiros Profissionais e o Sindicato Nacional de Bombeiros Profissionais realizaram ontem uma reunião de emergência para analisar os últimos acontecimentos que têm afectado o sector, nomeadamente a quinta mudança de Comando Nacional, em 16 meses, e a pouco tempo de começar a época crítica dos incêndios.

Nesta reunião foi deliberado, por unanimidade, a decisão de pedir uma reunião com carácter de urgência ao ministro da Administração Interna para obter esclarecimentos sobre a demissão do comandante nacional da Autoridade Nacional de Protecção Civil e sobre as medidas que o Governo está a planear implementar no sector.

ANBP/SNBP também gostariam de saber por que motivo é que Liga dos Bombeiros Portugueses é que ficou encarregue de nomear os oficiais de ligação de bombeiros nos Comandos Distritais de Operações de Socorro. ANBP/SNBP defendem o direito de estar em pé de igualdade com a LBP nestas situações. A Associação e o Sindicato não reconhecem estas nomeações que devem ser feitas num âmbito técnico.

Relativamente à formação das Equipas de Intervenção Permanente (EIP) que estão a ser constituídas pelo país, ANBP/SNBP reclamam o seu envolvimento na criação destas equipas. No entanto, alertam, para o facto de, com estas equipas, o Governo estar a incorrer no erro de constituir equipas num regime de precariedade, numa altura em que está a acabar com a precariedade na Força Especial de Bombeiros (FEB) e na ANPC.

Importa ainda referir que a criação de EIPS deve ser feita de acordo com a lei e não tendo em conta conveniências políticas. De acordo com a legislação, estas equipas não podem ser constituídas em municípios onde existem bombeiros sapadores e municipais. No entanto, existe a intenção de criar EIPS em vários municípios onde existem sapadores e municipais. Uma situação que não se compreende, além de ir contra o que diz a lei!

ANBP/SNBP consideram que neste sector, não há mais lugar para amadorismos e falta de responsabilidade! A remodelação na protecção civil que o Governo está a fazer deve ser feita de forma séria, de acordo com a lei e, de uma vez por todas, não responder aos interesses das “capelinhas” do sector.

As conclusões dos vários relatórios devem ser aplicadas e não apenas ajustadas às “vontades” da Liga dos Bombeiros Portugueses no que diz respeito à profissionalização.

 

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