Distrito de Lisboa: Bombeiros Com Falta de EPI

Foto de: https://www.facebook.com/federacao.bombeiros.lisboa/
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A Federação dos Bombeiros do Distrito de Lisboa alertou o Ministério da Administração Interna e a Liga dos Bombeiros Portugueses para a necessidade de dotar os Bombeiros de mais equipamentos de proteção individual para o combate aos incêndios em espaços naturais.

O abandono por parte da Autoridade Nacional de Proteção Civil do levantamento e satisfação anual das necessidades em matéria de equipamentos para o sector dos bombeiros, tem obrigado algumas entidades a recorrerem a candidaturas aos fundos comunitários, com todas as dificuldades que se conhecem, agravando assim a situação vivida em muitas Associações.

O procedimento que começou em 2013 com a aquisição de 50% dos EPI’s necessários, num processo complexo e com muitas falhas pelo meio, através das CIM e Áreas Metropolitanas, foi concluído de forma atribulada e tardia, particularmente pela manifesta falta de qualidade dos equipamentos distribuídos.

Diz a Federação que há dois anos que o Governo através da Autoridade Nacional de Proteção Civil, enquanto tutela operacional dos bombeiros, não disponibiliza “Equipamento de Proteção Individual” aos Bombeiros, para uso dos operacionais no combate aos incêndios, comprometendo assim a capacidade de fazerem face à atual conjuntura de ocorrências e dimensão catastrófica dos incêndios rurais, sendo por isso necessário suportar e reforçar o dispositivo especial de combate a incêndios rurais (DECIR) com equipamentos de proteção individual (EPI).

O apoio à aquisição de EPI´s é uma prioridade, com carácter de urgência, atendendo ao desgaste acentuado verificado nos incêndios de 2017 e à entrada de muitos novos elementos nos corpos de bombeiros.

O distrito de Lisboa participa no dispositivo deste ano com 900 bombeiros, entre ECIN’s e ELAC’s, sem considerar a mobilização de GRIF’s, mobilizando mais de 2000 operacionais.

O Secretário de Estado da Administração Interna afirmou, em maio de 2017, numa Comissão Parlamentar, que todos os bombeiros “que vão para o terreno tem um equipamento de proteção individual em condições”, no entanto reiterou que existe uma necessidade real de uma renovação do material no próximo ano, garantindo que “um equipamento é pouco”.

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