Fusão dos Bombeiros Causa Descontentamentos em S. Pedro do Sul

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O repto lançado pelo secretário de Estado da Proteção Civil, José Artur Neves, que numa visita a S. Pedro do Sul há umas semanas aconselhou as duas associações de bombeiros da cidade a fundirem-se, avisando que sem isso poderiam esquecer a ideia de construir um novo quartel, não caiu bem junto de todos os elementos das corporações. O governante disse que a obra só avançará com apoio estatal “dentro da lógica da fusão”. “Uma coisa está depende da outra”, alertou José Artur Neves.

Adriano Pereira, presidente da mesa do plenário do Agrupamento de Bombeiros, que foi criado em 2010, mas nunca entrou em funcionamento efetivo por falta de legislação, diz ter ficado atónito com o que escutou. “Perguntei-lhe se tivermos a fusão devidamente feita por escritura se tínhamos a garantia de que nos próximos dois anos teríamos um quartel novo, com financiamento do estado, e a resposta foi perentória e categórica: não lhe posso garantir que exista dinheiro”, conta o dirigente.

O também presidente da Assembleia Geral dos Bombeiros Voluntários considera que “não há vontade pelo menos neste momento de S. Pedro do Sul ser dotada de uma infraestrutura”, que está orçada em 1,5 milhões de euros, e “que é premente para as duas associações”. Adriano Pereira teme mesmo que a tutela nunca financie o projeto e que o mesmo a avançar seja suportado unicamente à custa do património (carros e instalações) dos Voluntários e do Corpo de Salvação Pública.

“Sou favorável a qualquer forma jurídica para termos um quartel novo o mais rápido possível. O que não aceito é que obriguem a fazer uma fusão sem haver a aprovação de financiamento, nomeadamente a celebração de um contrato programa em que seja dito qual é a quantia em que o Estado vai ajudar através de subsídio, a parte em que o município pode contribuir e o que falta para as duas associações pagarem. Isso é que tem que ser tudo explicadinho”, defende o dirigente.

Nova liderança
A agregação promete continuar a fazer correr muita tinta e ao contrário do que seria de esperar não deverá ser comentada no próximo plenário do Agrupamento de Bombeiros. O assunto não vai constar da ordem de trabalhos da reunião magna, que deverá decorrer na primeira quinzena de junho. Sabe-se apenas que irão a votos a aprovação das contas de 2017 e o orçamento deste ano. Tomará ainda posse a nova direção da instituição, que desta vez ficará a cargo dos Voluntários. O Corpo de Salvação Pública, que até agora comandava o Agrupamento, vai passar a estar à frente da Assembleia-geral.

Fonte: jornaldocentro

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