Perto de 170 Operacionais Envolvidos no Simulacro de Evacuação da Aquinos

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“Aquinos Fire” Um incêndio na zona de transformação de madeiras e um acidente com matérias perigosas testou os meios de socorro, obrigando à mobilização de vários corpos de bombeiros.

Oito pessoas estavam dadas como desaparecidas na sequência de um incêndio industrial que deflagrou ontem, cerca das 19h30, na fábrica Aquinos, na Zona Industrial de Sinde, no concelho de Tábua. O cenário faz parte do simulacro “Aquinos Fire”, que mobilizou 167 operacionais e 60 veículos e que teve como objectivo “exercitar e treinar” o modo de actuação em caso de ocorrência real, adiantou Carlos Luís Tavares, comandante operacional distrital.

Tudo começa com um incêndio na zona de transformação de madeiras, que obriga a uma primeira intervenção e à evacuação da fábrica, que, no turno da tarde, tinha laborar 450 pessoas. “Depois da evacuação, foi dado o alerta ao 112, que, por sua vez, accionou o CDOS, que mobilizou os Bombeiros de Tábua e também de Oliveirinha”, sublinhou o comandante.

Na contagem dos trabalhadores, percebe-se que faltam oito pessoas, o que levou o CDOS a accionar a denominada zona operacional 1, ou seja, todos os corpos de bombeiros da zona envolvente: Oliveira do Hospital, Lagares da beira, Arganil e Coja.

“Isto é um simulacro em tempo real. O objectivo é testar o timing, o tempo que demora a resposta, porque termos os carros aqui parados ao lado e eles entrarem não tem efeito”, explicou Carlos Tavares, numa altura em que começavam a chegar as ambulâncias para transportar os “feridos”, retirados da fábrica. “Estamos neste momento, a treinar também a busca”, adiantava o responsável, quando noutro departamento do Grupo Aquinos tinha já acontecido um acidente com matérias perigosas.

Também esta situação faz parte do cenário criado para o exercício e que obrigaria à intervenção e “ajuda diferenciada dos Bombeiros Sapadores de Coimbra”, o único corpo de bombeiros da região com equipamento para agir nestas situações.

“Aqui na Aquinos transitam, diariamente, duas viaturas com matérias perigosas”, sublinhou Carlos Tavares para explicar também a importância de testar o socorro a ocorrências desta natureza.

Com muitos curiosos a acompanhar o exercício da parte de fora das instalações da empresa, lá dentro, o administrador Carlos Aquinos estava atento a todas as movimentações. “Temos aqui grandes activos e o maior activo de todos são os nossos colaboradores”, num total de cerca de 2900, adiantou.

“Esta é uma forma de testar a resposta em caso de sinistro. Estas indústrias trabalham 24 horas e há situações que podem acontecer a qualquer hora e convém estarem preparados”, adiantou o presidente da Câmara Municipal, Mário Loureiro, ao destacar a importância da empresa para a economia do concelho e da região.

Empresa está a criar corpo de interno de bombeiros para 1ª intervenção
O Grupo Aquinos está a dar os primeiros passos na criação de um corpo interno de bombeiros para actuar numa primeira fase, adiantou Carlos Aquinos.

Neste momento, a empresa está já adquirir equipamentos e, até ao final do ano, é previsível que o corpo de bombeiros esteja activo.

Esta acção conta com o apoio dos Municipais de Tábua e merece o elogio e promessa de cooperação de Mário Loureiro.

Fonte: asbeiras

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