Comunicado da LBP: A César o que é de César

Foto meramente ilustrativa. Propriedade da Associação Bombeiros Para Sempre
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= Nota à Comunicação Social =

Os Bombeiros Portugueses garantiram uma taxa de 98 % de envolvimento na prestação do socorro, em geral, no primeiro semestre do corrente ano e garantiram, com 96 %, os meios humanos e viaturas para o combate aos 6.035 incêndios florestais e rurais ocorridos no mesmo período.

O secretário de Estado da Proteção Civil (SEPC), Artur Neves, anunciou ontem que, este ano, até ao presente, ocorreram 6.035 incêndios rurais e arderam 5.327 hectares em Portugal.

Essa informação, no fundo, corresponde ao somatório dos números divulgados nos briefings realizados semanalmente na Autoridade Nacional de Proteção Civil (ANPC) relativos ao envolvimento maciço dos bombeiros em todas intervenções. Na última semana, por exemplo, entre 10 e 16 do corrente, dos 31.383 operacionais envolvidos em todas as operações de socorro registadas em Portugal 30.631 são bombeiros, ou seja, 97 %, facto que evidencia claramente o seu envolvimento no dispositivo nacional de proteção e socorro.

Os resultados alcançados nos primeiros seis meses do corrente ano, entretanto apontados pelo SEPC, com menos 25 por cento de ocorrências e menos 76 por cento de área ardida relativamente à média da última década, contaram inequivocamente com a participação empenhada dos bombeiros, principal agente de proteção civil em Portugal.

Enquanto se mantém um bom relacionamento entre a Liga dos Bombeiros Portugueses (LBP), o Poder Político e o Comando Nacional da Autoridade Nacional de Proteção Civil (ANPC), com esta, porém, todos os dias tem vindo a agudizar-se o mal-estar, nomeadamente com o seu presidente, face à falta de diálogo e de respostas às constantes solicitações dos bombeiros portugueses.

Enquanto outros agentes da proteção civil foram recentemente contemplados com novas viaturas e equipamentos, os bombeiros continuam a braços com a necessidade urgente de substituir inúmeras viaturas que há muito ultrapassaram a sua vida útil, em especial quando se trata de veículos sujeitos a esforços acrescidos no combate a incêndios florestais e rurais. Coloca-se, assim, em causa a fiabilidade dos veículos e a segurança dos bombeiros que as utilizam todos os dias e em condições extremamente difíceis.

A LBP lembra ainda o compromisso assumido pela ANPC de dotar os bombeiros com equipamentos de proteção individual (EPI), de cujo processo ainda nada se vislumbra no horizonte.

Recorde-se, está em causa a promessa de dotar cada bombeiro com pelo menos 3 EPI para combate a incêndios florestais e rurais. Neste momento, cada bombeiro apenas dispõe de um desses equipamentos, já para não falar dos EPI urbanos.

Perante esta desproporção de apoios, multiplicam-se as dificuldades sentidas pelos bombeiros e, teme-se, que o socorro possa vir a estar em causa futuramente.

Perante este cenário, a LBP responsabiliza exclusivamente a ANPC por este estado de coisas.

O Presidente
Jaime Marta Soares
Comandante

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