Opinião: O Estado Adoptou a Estratégia – “Morrer e Pagar Quanto Mais Tarde Melhor”

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Parece que virou um hábito, sem retorno à vista. Morrer e pagar quanto mais tarde melhor.

O Estado, pessoa colectiva (se é que lhe podemos chamar assim) é alguém que deve honrar os seus compromissos com os seus fornecedores, parceiros, funcionários, funcionários dependentes da ação do estado, etc.

Só um Estado, liderado por um Governo, pode cativar a confiança de quem para eles colabora se honrar os seus compromissos a tempo e horas, sem desculpas de erros informáticos, sem desculpas de cativações do Mário Centeno, sem dores aqui e acolá!

Esse Estado, instituição maior de uma nação, é também proprietária de diversos institutos, organizações e instituições que contratam serviços e pagam com base no orçamento de Estado, com base na receita pública e por gente eleita pelo povo para fazer a sua correta gestão.

Portugal passou e ainda passa por enormes dificuldades financeiras, mas numa altura em que se faz bandeira de se financiar nos mercados internacionais com juros negativos julgo, e salvo melhor opinião, que o estado também se financia nas instituições que para eles trabalham de forma fácil, com juro zero na maior parte das vezes, e como? Não pagando e esticando os prazos como se não houvesse amanhã.

É difícil gerir instituições de utilidade pública, ter gestão corrente e capacidade de previsão, análise, investimento etc. quando não se conhece a data e hora a que o fornecedor vai pagar, se vai pagar e quanto vai pagar, demorando por vezes vários meses em despesas correntes que normalmente tem que ser pagas, por mais voltas que o Mário Centeno possa dar.

Entretanto, as Associações Humanitárias de Corpos de Bombeiros, no nosso caso em particular, passam por enormes dificuldades porque o Estado e as suas instituições não são pessoas de bem e falham prazos de pagamento e empurram com a barriga, e isso virou um hábito, triste e lamentável.

Ver pessoas e instituições a pedinchar o que é seu por direito, fruto do seu trabalho e investimento, é só triste e lamentável e revela um Estado governado por pessoas que são muito boas de bandeira na mão na Europa a falar das conquistas da nação nos mercados financeiros mas está ausente de memória que grande parte do balão financeiro que o país apresenta também assenta nas dívidas do Estado Central e suas instituições aos parceiros e fornecedores.

Entretanto, querem que as instituições estejam motivadas nas tarefas que fazem e criam problemas de gestão e motivação humana com os recursos com pagamentos atrasados e sem conseguir gerir a sua vida normal porque nunca sabem qual é o dia de receber.

As instituições como as Associações Humanitárias de Bombeiros são também elas pessoas de bem, que contratam serviços e que honram os seus compromissos, hipotecando a sua capacidade de investimento uma vez que as suas reservas financeiras pagam as faturas correntes sem saber quando e como serão ressarcidos.

Pior ainda, as Associações de Bombeiros trabalham com várias instituições públicas que são o sustento das atividades, e não são peditórios, é o pagamento por trabalho feito em nome do Estado.

Algo vai mal e pedinchar o que é das Associações por direito tornou-se um hábito e parece a única maneira de acelerar o pagamento das dívidas! Afinal, a pergunta que se coloca para 2020 é: O QUE É QUE O ESTADO AFINAL QUER DOS BOMBEIROS VOLUNTÁRIOS?

É que a continuar nesta caminho, a espinha dorsal do sistema de Proteção Civil vai ser comida num prato pelos fornecedores de gasóleo, consumiveis, mecânicos, etc..

Fica ai os prazos de pagamento dos Hospitais por exemplo do Estado:

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