Bombeiros de Gaia Têm Quartel Dentro de Contentores

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Situação provisória mantém-se desde fevereiro. Obras devem ficar concluídas em julho, mas ainda falta arranjar mais de 270 mil euros.

Desde fevereiro que o quartel dos Bombeiros Voluntários de Avintes, em Gaia, está instalado em oito contentores. Camaratas, central de comunicação, balneários, sala de convívio e gabinetes do comando estão em instalações provisórias, enquanto decorrem obras profundas no velho edifício. A corporação sujeita-se a trabalhar diariamente “com o mínimo dos mínimos”. E ainda falta arranjar mais de 270 mil euros para pagar parte da empreitada do novo quartel e o respetivo recheio do imóvel.

A expectativa de António Gouveia, vice-presidente da instituição, é que a obra esteja finalizada em julho e, por isso, lança um apelo à Câmara de Gaia [que já colaborou com a elaboração do projeto] para que a Autarquia ajude “a financiar a intervenção”. Do mesmo modo, Hugo Fernandes, adjunto de Comando, convida os empresários locais “a conhecerem o quartel e a ajudarem na sua reconstrução”. A empreitada implica um investimento global de 705 mil euros e a comparticipação de fundos comunitários é de 493 mil. Além de ficar a faltar 212 mil, será preciso, numa fase posterior, mais cerca de 60 mil para equipar as instalações.

Falta o recheio

“Para o novo quartel, temos zero! Faltam camas, armários, cacifos, secretárias, computadores, uma central de comunicações, cadeiras, projetores”, enumera Hugo Fernandes, ciente de que “as condições em que estavam a trabalhar os bombeiros já não eram as mais adequadas face ao atual grau de exigência da atividade”.

António Gouveia recordou “outros projetos que não foram avante por falta de verbas”, para explicar que a solução não poderia continuar a passar por “resolver problemas pontuais”. Até porque, sublinhou: “Nunca este edifício, com mais de 50 anos, passou por obras profundas”.

Com a remodelação total do velho imóvel – não apenas ao nível do telhado, mas também do isolamento térmico e de uma nova rede elétrica – todas as áreas brutas serão “redimensionadas”. “A camarata masculina, onde até aqui só cabiam 12 camas, passará a ter 20. Já na ala feminina, onde só existiam quatro camas, vão passar a caber 12”, referiu Hugo Fernandes.

A empreitada vai incluir a construção de uma estrutura onde passarão a ser guardados todos os veículos pesados. “Até aqui, por não caberem no velho quartel, estavam sujeitos a uma desgaste rápido na rua”, referiu António Gouveia. No novo pavilhão serão criadas salas de formação e de gestão de socorro. O adjunto do Comando acredita que com as novas condições será possível “captar novos bombeiros” e assim “aumentar o quadro ativo” da corporação, composto por 75 bombeiros (mais de 30 são mulheres), cuja idade média ronda os 36 anos”. Por agora, elogia “o espírito de sacrifício dos bombeiros que se têm sujeitado ao mínimo dos mínimos”.

Fonte: Marta Neves|JN

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